Archive for Julho 4th, 2008

Brasileiro já percebe motivação financeira em cuidar do meio ambiente*

“A motivação para começar a cuidar do meio ambiente começa também pelo bolso”. A afirmação é da coordenadora da área de capacitação comunitária do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Raquel Diniz.

De acordo com ela, o cidadão brasileiro já percebeu que cuidar da natureza também gera menores gastos. Pesquisa realizada pelo Akatu em 2006 comprova esta afirmação: 59% da população entrevistada – mais de 2 mil pessoas – já conseguia enxergar uma motivação econômica no consumo consciente.

Mas, de acordo com ela, o que ainda barra o consumidor a tomar atitudes sustentáveis é que vivemos em um paradigma de consumo. Desde a Revolução Industrial, a sociedade é estimulada a comprar, usar e jogar fora, sem pensar nas conseqüências.

O consumo consciente
Mudar este quadro necessita que o homem, nas palavras de Raquel, “se veja inserido novamente na cadeia da vida” e perceba que terá ganhos econômicos ao cuidar do meio ambiente. “É importante que o consumidor desperte para o seu papel de agente transformador”.

No processo de consumo, a assistente de conteúdo do Instituto Akatu, Rita Nardy, aponta uma maneira fácil de se preparar para o novo paradigma de ‘cuidar do meio ambiente’. É usar os quatro R da compra consciente.

“O primeiro é repensar: eu preciso mesmo deste produto? O segundo é reduzir, ou adquirir somente o que for necessário”, afirma Rita. Outro passo é reutilizar, o que significa doar e transformar o bem, para não descartá-lo. Depois que o recurso cessou, o último R é o de reciclar.

Atitudes
Para reforçar esta idéia de que o consumo consciente traz ganhos, em comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, nesta quinta-feira (5), a InfoMoney selecionou algumas atitudes que o cidadão pode tomar para preservar os recursos naturais e, ainda, ter mais benefícios financeiros:

  • Produtos: Crie um novo critério para a compra de produtos: o impacto sobre o aquecimento global. Dê preferência aos fabricados na região, ou mais baratos, com material reciclado, de maior vida útil e com certificado de origem.
  • Energia: A geração de energia é uma grande fonte de emissão de gases de efeito estufa. Apague as luzes ao sair dos ambientes, reduza o tempo dos banhos e desligue os aparelhos eletroeletrônicos, quando não estiver usando. Tudo isso ainda diminui a conta de luz!
  • Lixo: Quanto menor o volume de lixo, menos gases emitidos para que seja armazenado. Aposte na reciclagem – com a qual é possível conseguir juntar um dinheiro – ou ajude alguma entidade com esta finalidade. Dessa forma, há economia de água, energia e matéria-prima.
  • Roupas: Existe uma forma de adquirir roupas novas, e sem gastar! O clothing swap, ou encontros de troca de roupas, é a nova fórmula adotada por norte-americanos e britânicos para poder economizar e renovar o armário. Os modelos encalhados na gaveta são ofertados em bazares para realização de troca.
  • Turismo: Jogar latas, sacolas plásticas e garrafas no chão, quando se viaja a um lugar diferente, pode trazer efeitos negativos tanto para o meio ambiente quanto para o bolso do turista e da população local. Isto porque, enquanto o ambiente é poluído com estes objetos, o governo local deve gastar mais para a preservação da natureza e, com isso, produtos e serviços são inflacionados.
  • Água: Em 2050, mais de 45% da população mundial não terá a quantidade mínima de água necessária para o consumo diário. De acordo com o gestor de unidade de Negócios Mizumo, divisão do Grupo Jacto, Giovani Toledo, reutilizar água é mais do que uma questão de responsabilidade ambiental, mas econômica e, acima de tudo, humana.

*Notícia retirada daqui. Site: web.infomoney.com.br

Add comment Julho 4, 2008

Reciclagem deve ser acompanhada de redução e reutilização*

Quando se fala em ecologia hoje, geralmente a primeira idéia que vem à cabeça é a reciclagem. As pessoas esquecem que esse processo é industrial e também consome muita energia, além de produzir resíduos. Antes de reciclar, é preciso adotar os outros dois erres: redução e reutilização. É o que defende a bióloga e educadora Patricia Blauth, diretora da empresa Menos Lixo (www.menoslixo.com.br) que trabalha há mais de 15 anos como consultora em minimização de resíduos.

“É como se a reciclagem autorizasse o desperdício. Reciclar é remediar. Reduzir a produção de lixo é prevenir”, afirma ela, explicando que diminuir a geração de resíduos alivia também o impacto da produção, extração e distribuição dos produtos. “Imagine o tanto de energia que está contida em uma garrafa de vidro descartável. É muito melhor optar por uma garrafa de vidro retornável, que pode ser reutilizada 50 vezes, em média”.

Além disso, nem todo produto que leva o símbolo formado por três setas é realmente reciclável. “Por exemplo, o isopor é potencialmente reciclável, mas esse processo não é economicamente viável. Ou seja, não deveria levar o símbolo.”

Outra face a ser considerada é que nem sempre um produto reciclável completa o seu ciclo: uma garrafa PET nunca será transformada em outra igual. O plástico reciclado é utilizado para fazer outro tipo de produto.

De acordo com Blauth, o consumidor desorientado pela propaganda é induzido pelos símbolos e passa a comprar embalagens descartáveis achando que está, necessariamente, contribuindo para preservar o ambiente. “A Dinamarca, por exemplo, proibiu o uso de embalagens descartáveis para bebidas não-alcoólicas e cerveja. Em Portugal, há uma lei que prioriza o retorno de embalagens usadas. Portanto, o uso de descartáveis para bebidas não é uma tendência do mercado internacional.”

A bióloga afirma que há opções ecologicamente corretas até mesmo para fraldas e absorventes. Segundo ela, em Londres existe um serviço especializado em lavar fraldas que sai muito mais barato do que comprar as descartáveis. “Um bebê produz cerca de uma tonelada de lixo só em fraldas descartáveis no primeiro ano de vida”, diz. Para as mulheres, a geógrafa Diana Hirsh criou o aBIOsorvente, um absorvente íntimo reutilizável feito de algodão (pode ser comprado pelo site www.coisasdemulher.com.br).

*Notícia retirada daqui. Folha de São Paulo online – 17/03/2005

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